Os primeiros encontros, em que sua história, sua forma de sofrer e o início do trabalho começam a ganhar contorno.
Não se tratam apenas de um primeiro contato ou de um momento para reunir informações sobre você. São o começo de uma escuta mais cuidadosa, em que aquilo que você vive começa a ganhar contorno, sentido e direção.
Nesse início, o mais importante não é apenas o que você diz sofrer, mas como esse sofrimento aparece na sua fala, na sua história, nas suas relações e na forma como você pede ajuda. Muitas vezes, já nos primeiros encontros, começam a surgir repetições, impasses e modos de sentir que ajudam a compreender com mais profundidade o que está em jogo.
Esse momento também permite que você experimente um espaço de escuta sem pressa, sem julgamento e sem respostas prontas. Antes de qualquer interpretação, é preciso que exista um campo confiável, em que sua palavra possa aparecer com liberdade e sua experiência possa ser acolhida com seriedade.
As entrevistas preliminares não existem para encaixar você em rótulos. Elas existem para começar a reconhecer a singularidade da sua história, do seu sofrimento e do caminho que pode fazer sentido para você.
O que começa a se construir aqui
A base do trabalho analítico.
Uma compreensão mais clara da sua demanda.
Uma escuta atenta da sua história e da sua forma de sofrer.
Os primeiros contornos do vínculo clínico.
Um espaço de escuta profunda para acolher o sofrimento com cuidado, tempo e presença.
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