O Afeto e a Escuta também foram meu caminho de cura. Meu caminho até aqui não foi linear. Foi feito de dores, perdas e conquistas. Na infância e juventude, vivi lutos que me marcaram profundamente. Aos 23 anos, me recolhi em um
templo budista em Três Coroas. Foram 14 anos de contemplação, estudo e prática. Foi nesse espaço sagrado que conheci o amor em suas formas mais profundas. O amor de mãe: quando tive meu único filho, Lucas — o maior presente da minha vida, e o amor de companheira: quando encontrei meu marido, o tibetano Ogyen Shak.Juntos, fundamos o primeiro restaurante tibetano do Brasil:
Espaço Tibet — um lugar para alimentar o corpo e acolher a alma.Os novos desafios como empresária, esposa e mãe despertaram dores emocionais não elaboradas, que se transformaram em sintomas físicos e psíquicos, como um tumor maligno, dores crônicas, transtornos alimentares, problemas de mobilidade e locomoção. Quando os tratamentos convencionais não se mostraram totalmente eficazes, fui encaminhada para a terapia como complemento. Foi onde encontrei a escuta psicanalítica, que me tocou profundamente e passou a fazer parte — e ainda faz — da minha jornada de exploração, cura e autonomia emocional. Após 30 anos de estudo e exploração da subjetividade humana, e 7 anos de acompanhamento terapêutico, hoje estou assintomática e vivo a melhor fase da minha vida. Desfruto de uma saúde física e mental jamais experienciadas até então. Decidi trabalhar com o que mais amo: a subjetividade humana, e sustentar o outro em seu processo. Atualmente, sou Psicanalista Clínica e graduanda em Psicologia. Faço formação em Neuropsicanálise Clínica e especialização na Clínica do Trauma. Escuto com o coração, acolho histórias com o respeito e o cuidado de quem já precisou reescrever a própria.